O BEABÁ DE BEAGÁ

O projeto - O Beabá de Beagá - onde promovo caminhadas histórico-culturais para trocar ideias sobre a formação de Belo Horizonte tem sido o carro chefe da Vamos Viajar e Viver.

O trajeto escolhido para essa primeira fase do projeto começa por uma igreja, afinal religiosidade e Minas Gerais são quase sinônimos. A Igreja São José, localizada bem no centrão da capital, até pouco tempo atrás de pintura externa bege já bem desbotada não chamava tanta atenção, a não ser dos devotos. Mas após a restauração, com suas cores originais resgatadas, passou a se destacar na paisagem, deslumbrando quem passa pela av Afonso Pena, entre as esquinas das ruas Espiríto Santo e Tamoios.

A segunda parada de nossa caminhada é um prédio muito confundido com uma igreja (algumas pessoas até fazem o sinal da cruz ao passar por ele) mas que nunca foi usado para fins religiosos. O Castelinho da Bahia, apelido carinhoso, atual Museu da Moda, subverteu o costume de construção, sendo concebido com uma arquitetura normalmente usada em prédios religiosos para um prédio construído para abrigar uma instituição da administração  pública.

Depois seguimos para a Catedral Nossa Senhora da Boa Viagem, padroeira da cidade. BH é uma cidade planejada, inaugurada no fim do século XIX, não foi fundada na época da colônia por europeus vindos do além mar ou por bandeirantes que desbravaram as matas atrás de riquezas. Porque então uma santa padroeira de viajantes é a venerada como a padroeira de uma capital planejada já no periodo republicano?

E terminaremos na Praça da Liberdade, como disse Cecília Meireles, "Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda". Liberdade, palavra que está estampada na bandeira de Minas Gerais e que dá nome à praça com suas palmeiras imperiais e cercada de prédios construídos para sediar a estrutura administrativa do governo da nova capital do Estado e que hoje está rodeada por um Complexo Cultural (afinal, há algo mais libertador que a cultura?). E não foi só porque o Centro Administrativo inaugurado na zona norte da capital esvaziou os prédios ao redor da praça, mas sim porque a importância cultural já havia se consolidado ali, sendo um movimento natural a conversão em local que reune a expressão historico-cultural da cidade.

Na praça temos o Palácio da Liberdade, que era a sede do governo mineiro, mas diferente de outras capitais, na praça rodeada por importantes predios públicos, não temos a catedral da cidade também irradiando sua imponência. Porque será, visto que Minas é conhecida por sua religiosidade?

Vamos juntos viajar pela história dessa capital tão nova, porém tão rica em detalhes, em cultura, em informação e beleza. Vamos Viajar e Viver através de Belo Horizonte!

Júlio César dos Reis.

Vamos Viajar e Viver

Consultoria em Viagens.


 Confira a reportagem sobre a caminhada cultural no blog Café com Notícias - Acesse

 

Saiba como participar!


Caminhada Cultural - O Beabá de Beagá

Próxima edição - Sábado 21/03/2020 - de 09:45h a 12:45h

Valor: R$25,00